Já comecei a fazer dezenas de blogs. Sempre escrevo um, dois dias, e aí desisto. Mas preciso registrar esse caminho pedreira que estou seguindo, porque dividir (mesmo que seja com uma página em branco) ajuda a reforçar o propósito.
Operei no dia 21 de março. Tirei a vesícula biliar. Escutei dos cirurgiões que quase sucumbi. A culpa? Minha, claro! Tanta gordura aderida aos meus órgãos poderia resultar em mais o que?
Desde então tenho tentado assumir que a mudança precisa acontecer por uma questão de vida ou morte. Morte. Algo vai ter que morrer em mim para que eu continue viva. A mudança quer sair, quer acontecer, mas ela vai doer e vai me fazer renegar muitas e muitas vezes.
No dia da cirurgia eu tinha 108,7kg. Faz uns dias que não me peso, mas preciso fazer isso. Talvez amanhã. Estou tentando com todas as minhas forças. Quando fui ao endocrinologista eu tinha 104,5kg. Na consulta com a nutricionista, em 04 de abril, em tinha 103,5kg. Mas algo me diz que engordei de novo desde então, mesmo fechando a boca. Talvez o choque inicial ao meu organismo tenha tido seu fim...
Preciso chegar aos 65kh até o final do ano. Será que dá? Não para olhar no espelho e me achar bonita, porque honestamente eu me amo quando olho no espelho. Mas porque quero viver. Quero ser forte, ter vitalidade para seguir adiante, para voltar a caminhar sem dores, para poder continuar viajando e desbravando o mundo sem estar cansada demais. Quero estar forte para amparar as pessoas que amo quando precisarem de mim, para correr e brincar com o meu sobrinho maravilhoso que amo tanto.
Eu quero mudar hoje simplesmente porque eu quero que exista um amanhã. Esse é o meu novo mantra.